[chaves: interregno, a lenda do ubirajara, talvez não tenha criança no céu, profilogramas, paradeiro, nulú bonsai, less, marília-sp, saulo dourado, balada de santa luzia]
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convidados: galvão & nícollas ranieri (via internet). cor: fúcsia. tema: revisão. encontro de gerações: o velho galvão e o homenino nícollas. saber localizar o legado. saber usá-lo. saber negá-lo. saber ser preso. saber ser solto. – é preciso saber ser pobre, dizia smetak. melopéia. é preciso saber viver, naquela velha música. as inquietações colocadas por n.r. me futucam também. tease = atice. - os concretos anunciaram a crise do verso com 50 anos de atraso, disse o mineiro de uberaba. e agora, quem sou eu? a esfinge insiste com a pergunta. li um pedaço da ‘gita govinda de jayadeva’ (a cantiga do negro amor), autografada exatamente um ano antes por rogério duarte pra lelê e mim. deus nas coincidências. galvão me fez chorar com aquela canção para joão que poucos escutaram. e as outras que todos sabemos de cor. de coração: ‘a menina dança’, ‘mistério do planeta’, etc. estórias. como ‘acabou chorare’ o livrou do xilindró. alana pegou na mosca o ‘eu prefiro amar-te’. (nota: no sebo saiu dani entrou cris. 4 letras) e lembrei dos encontros insólitos, com ele, galvão, contados por rennó. parecem mentira. e ligamos pra rennó, sem combinação prévia. deu certo. novo encontro doido. ave skype. numa festa imodesta como esta, salve o compositor popular! <jm>
convidados: joão filho & RIVERÃO em leitura plástico-sonora d’O INFERNO DE WALL STREET – todos têm miséria de todos (via internet). signo: caixa alta. cor: paulista. aroma: encarniçado. o drama de joão filho entre a poesia e a prosa valeu como forte comentário a respeito dos dois meios. em ambos ressaindo o senso rítmico. e mais chuva. o que significa, afinal, ser conservador nesta época? tenho pra mim que os meninos do RIVERÃO (gabriel, walther e diego) acharam o meio mais congenial ao seu método aqui. inclusive supercloses. e, em certo sentido, mostraram que sampa tem um nível de descontração etílica que a praia (dos livros?) tira da gente. medo de morrer no mar? pororoca. tava vazio esse dia, mas guilherme piropo chapou o luto pelo avô enfrentando a timidez e dizendo uns versos. deu também pra sentir um certo cansaço no formato básico. <jm>